Texto extraído na íntegra do jornal O Trevo nº 118 de dezembro de 1983
Autor: Jacques Conchon

Desde o inesquecível encontro travado no dia 4 de dezembro de 1973, às 20 horas, na casa do nosso querido Cmt. Armond, quando se fundou a Aliança Espírita Evangélica, o tempo escoou com grande velocidade. Hoje, transcorridos 10 anos, fazemos pequena pausa para refletirmos e delinearmos alguns pontos históricos desse empreendimento espiritual.

Ao analisarmos a evolução da nossa Aliança, compreendemos bem que na sua história constituíram-se fases distintas, cada qual visando atingir objetivos específicos, demonstrando-se assim a ação benéfica, objetiva e determinante do plano espiritual superior.

A fase pré-Aliança

Foi em março de 1973 que começamos a sentir os primeiros indícios da formação de uma entidade espírita com características, descentralizadoras e de cunho essencialmente religioso.

Nessa época, grupos de ex-alunos das escolas da Federação começaram a se unir, visando à formação daquilo que na época chamávamos de um sistema cooperativo espiritual.

Na antiga sede do Grupo Espírita Razin, eram recebidas mensagens elucidativas apontando com nitidez as diretrizes do novo trabalho.

Já em setembro de 1973 a união se efetivava e o primeiro número do Trevo vinha a público anunciando a nobre iniciativa de oito Instituições espíritas (C.E. Perseverança, Colônia Esp. Alvorada, Seara Bendita Instituição Espírita, G.E. Razin, Fraternidade Servos do Senhor, C.E. Irmã Brasilina, C.E. Jesus no Lar e C.E. Aprendizes do Evangelho).

Visavam os grupos acima enumerados a preservação dos ensinamentos que nortearam os trabalhos da Federação Espírita do Estado de São Paulo durante quase três décadas, a saber: a Escola de Aprendizes do Evangelho: para a vivência do espiritismo religioso; Assistência Espiritual: através de passes padronizados; e o Curso para Médiuns.

Lançamento das bases

A segunda fase que se alongaria até dezembro de 75, foi aquele que maiores esforços exigiu e compreendeu essencialmente a adaptação de todos os programas e currículos, tendo-se em vista a necessária descentralização.

Os programas da Escola de Aprendizes, assim como do Curso de Médiuns, foram integralmente revisados pelo próprio Cmt. Armond, que apesar da idade avançada, legou-nos um exemplo maravilhoso de dedicação e valorização do trabalho.

Nesta segunda fase, as reuniões de diretoria eram mensais, seguidas em paralelo pelos encontros trimestrais que reuniam alunos e trabalhadores de todas as casas.

Não podemos olvidar o entusiasmo que nos empolgava quando após a conclusão de um capítulo importante dos programas, que estavam sendo revisados, a exemplo de Cromoterapia e Psiquismo, fazíamos cursos-relâmpagos de fim-de-semana, para atualização dos expositores e dirigentes.

Já em abril de 1975, 22 casas estavam integradas à Aliança estivemos em São José dos Campos, à guisa do 1°. Encontro interestadual, 236 pessoas.

Com a edição do Redentor, em julho de 1975, inaugurava-se a Editora Aliança.

Em dezembro de 1975, a série Iniciação Espírita era entregue a todos os grupos integrados e, com o grande encontro em 14/12/75, realizado em São Vicente, deduzimos hoje que as bases da nossa Aliança se encontravam lançadas.