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Homenageamos o companheiro Jacques Conchon, relembrando sua dedicação ao espiritismo e principalmente, em nossa Aliança, e deixamos aqui, algumas lembranças, amigavelmente divididas pelo diretor geral da Aliança, Eduardo Miyashiro.

 

 

 

 

 

 

A equipe de Comunicação me pediu para dividir algumas lembranças do Jacques, cujo aniversário é em dia 8 de junho (pelo menos foi nesta sua última encarnação).

A data em si me lembra de uma dinâmica de grupo para dividir em subgrupos de discussão. Éramos quase 100 pessoas e acho que foi ele mesmo que fez a proposta de nos dividirmos pelos signos, para formarmos grupos não maiores do que 10. Mas a brincadeira estava no fato d

e se organizar, passando necessariamente pela fase de bagunça, em que todos tentam falar seu signo ao mesmo tempo. E me lembro que ele rabiscou “Gêmeos” numa folha de papel e levantou-a bem alto, com seus quase dois metros de altura. Aí foi fácil…

Bom, se astros influenciam as atividades humanas, ainda compreendemos muito pouco. Mas era inegável a capacidade comunicativa do Jacques, que dizem ser a marca dos geminianos. Ele tinha a capacidade de expressão para manter uma multidão de mil pessoas no silêncio, acompanhando um raciocínio brilhantemente desenvolvido. E também sabia usar muito bem o silêncio, seja para tornar evidente que o grupo tinha que se manifestar para deixar ideias importantes se desenvolverem, seja para deixar claro coisas com as quais não concordava.

Quem assistiu uma aula ou uma palestra do Jacques, seja para 10 alunos, seja para auditórios de 1000 pessoas, não esquece a experiência. Mas eu, particularmente, também não esqueço o clima dos diálogos a dois. Ele sabia falar pouco, com comentários breves e espaçados que sempre me levavam a refletir duas vezes mais do que o normal, antes de abrir a minha boca.

Ele sabia levar a gente a assumir compromissos sérios, dando exemplos fortes ou comentando oportunidades espirituais que não podiam ser perdidas. Também tinha sempre uma frase do Emmanuel, do André Luiz, ou do Vinicius de Morais (!) na memória, que caiam como uma luva para a situação em foco.

Quase nunca falava de si. Mas eu sempre encontrava pessoas que tinham alguma observação impressionante sobre o Jacques. Às vezes, testemunhas silenciosas de feitos arrojados, como dar a própria casa em garantia de recursos para o hospital Francisca Júlia ou desmarcar os compromissos para levar recursos para lá em uma situação que podia resultar numa situação insustentável para os pacientes de saúde mental, se alguém não fizesse alguma coisa.

Para acabar estas lembranças por aqui, embora eu ainda pudesse juntar muita coisa, falo da primeira vez que o conheci, em uma aula na turma de Mocidade Espírita de que eu fazia parte, em 1978. Senti naquela ocasião, de um modo subliminar, que minha vida passaria a fazer parte dos caminhos da Aliança. Não podia imaginar tudo o que essa experiência viria me trazer, mas sem dúvida o Jacques foi uma influência decisiva nesse processo.

É pelo reconhecimento do valor dessa influência, registro aqui, não na forma de elogio, que ele sempre repudiou, mas como incentivo para todos que desejem sinceramente progredir, as características mais marcantes deste valoroso companheiro: coerência de princípios, firmeza de atitudes, lealdade e dedicação.

Eduardo Miyashiro

Clique aqui e assista (ou reveja) ao vídeo de Jacques Conchon na RGA de 2018 compartilhando ideias importantes para os rumos da Aliança.

This Post Has One Comment
  1. Registro aqui , as poucas vezes que vi o Jacques e como ele foi marcante na minha juventude.
    Existiam 3 icones Jacques, Flavio Focassio e Valentim Lorenzetti….eles marcaram minhas visitas a S.Paulo , pois na oportunidade residia em SVIcente e a partir dos 14 anos visitava S.Paulo nas reunioes da AEE. Dirigente da minha turma Solange Marreiro filha do Adolfo Marreiro Junior nome marcante na Baixada Santista….e Dirigente Geral das Mocidades Eduardo , este que postou o resumo acima…São muitos anos passados mas o trabalho do Edgard Armond, na sequencia o Jacques e seus amigos marcaram me na vida atual e tudo o que faço reflete o que aprendi naquela oportunidade e continuo no aprendizado. Hoje seguindo o caminho de uma companheira e amiga das EAE e do Evangelho no Lar, divulgadora do Bem Maria Compri.

    Obrigado a todos da AEE. Abraços fraternos daquele que participou da 7 Turma de EAE do C E Irmão Timóteo. S Vicente

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