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Como Regressará O Filho Que Nos Foi Confiado?

Como regressará o filho que nos foi confiado?

A tarefa da maternidade e da paternidade é de uma grandiosidade que talvez não tenhamos alcance. Esses pequeninos que nos foram confiados vieram a esta escola bendita para uma nova oportunidade de educação dos sentimentos à luz do Evangelho. Como pais (eu, em particular, como mãe), sempre temos a preocupação com a educação moral de nossos filhos; que se tornem homens de bem, que haja a evangelização dos coraçõezinhos.

Mas hoje não venho com o olhar de mãe, mas de evangelizadora!

Hoje, ao sentar-me para escrever esse texto, venho repleta da energia dos bracinhos em volta do meu pescoço em cada sábado, venho com a mente conectada à vivência dos rostinhos assustados que algumas vezes nos chegaram nessas tardes. Hoje venho relatar as vitórias das lutas travadas! Vitórias que só foram possíveis graças à força obtida através da união de pais, evangelizadores e o incansável trabalho da Escola de Pais de nossa casa.

Quando há essa interação, quando o lar é a continuidade do aprendizado dentro das salas de Evangelização, quando pais e filhos passam pelo mesmo processo, o objetivo fica um pouco mais fácil de ser alcançado. Relato abaixo uma experiência que exemplifica a teoria.

Dirigente do trabalho: – Tia, hoje você tem um aluno novo (8 anos).

Evangelizadora, no acolhimento: – Que bom que você está aqui! Estamos muito felizes em te receber.

Evangelizando: – Eu não quero estar aqui.

Evangelizadora: – Me dá uma chance de mostrar para você que será muito legal estar aqui. E, mais uma coisa, essa mais legal ainda: você irá fazer novos amigos.

Evangelizando: – Eu não quero fazer novos amigos, odeio fazer amigos.

Choque total…

Postura dessa criança nas aulas: Não conversava com ninguém, não participava e fazia questão de posicionar sua cadeira de forma que ficasse de costas para a turma, além de muitas vezes ter uma atitude agressiva que a mãe relatava não fazer parte dele!

Ah, mas também é importante frisar que essa mãe se esforçava muito para colocar em prática tudo o que aprendia, fez a ponte da casa espírita com seu lar. Foi através da Escola de Pais, com expositores preparados e com temas que geravam debates e infinitas reflexões, que ela se sentiu segura para relatar as dificuldades e ajudar o filho amado!

Chegamos todos juntos à seguinte conclusão: não é que ele ficou agressivo de um dia para o outro, não é que ele não queria mais ter amigos, ele só não queria mais perdê-los. Essa família havia se mudado para a cidade há três meses e toda a referência de amigos que ele tinha ficou para trás. Os pais também tiveram dificuldades para se adaptar a uma nova realidade, contrária aos sonhos de outrora, gerando infinitas discussões e assim fragilizando por demais o pequenino.

A evangelizadora teria alguma chance sem estar em conjunto com a mãe?

A evangelizadora teria alguma chance sem a Escola de Pais?

Mais ainda: teria alguma chance sem uma Escola de Pais preparada para receber pais que necessitam de amor e orientação, tanto quanto os pequenos?

Depois desse período de aprendizado e adaptação, nosso pequeno evangelizando tornou-se o ajudante da tia e auxiliava os novos amigos em possíveis dificuldades nas atividades de fixação, com uma docilidade envolvente…

Por isso volto à pergunta do título:

Como regressará o filho que nos foi confiado?

Que o mestre Jesus nos abençoe nessa linda, difícil e doce missão de educar e evangelizar!

 

Sônia Maria Mistrão

Centro Espírita Redenção

Regional Araraquara

 

 

 

 

 

 

 

 

This Post Has One Comment
  1. Parabéns, Sônia! Seu texto é um incentivo para fortalecermos os laços com os pais e mães no acolhimento dos pequenos .

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