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E O QUE TEMOS FEITO

E O QUE TEMOS FEITO?

Senti como se fosse uma bomba que havia explodido no planeta… Como assim, fechar o Centro? Como assim, não ter Evangelização? Isto foi muito assustador no início, mas de cara achei que fosse passageiro e pensei: Não vou deixar minhas crianças ficarem sem me ver, senão elas se acostumam e vão se esquecer da Evangelização. Liguei para minha parceira de sala, aliás, minha eterna amiga Neide. Combinamos que iríamos fazer um vídeo simples, bem rápido, e enviar para as mães. (Sorte a nossa termos um cadastro bem legal das famílias)

FEITO! Gravamos a aula do galo desobediente com o OBJETIVO de pedir às crianças para serem obedientes aos pais e ficarem em casa. Deu tudo certo! Mesmo desconfiadas de que as mães não mostrariam para as crianças, tentamos. E foi uma grata surpresa, elas viram e retornaram. Eu e a Neide nos emocionamos muito, então, não paramos mais. A cada aula enviada, uma expectativa diferente.

Com o passar dos dias, pude perceber a necessidade de uma ligação mais intensa com a espiritualidade. Isto não aconteceu no primeiro dia, foi acontecendo conforme as aulas iam sendo enviadas. Fomos prestando atenção e percebemos que quando a gente se organizava, se ligava com o plano espiritual, fazia uma preparação antes de enviar as aulas, SENTÍAMOS QUE FLUÍA BEM MELHOR. Sabíamos que as mães podiam não retornar, mas, pelo menos, elas ouviam nossa oração. Eu pensava comigo “DEIXA JESUS ENTRAR NA SUA CASA”.

Bom, isto aconteceu logo no começo da pandemia. Estávamos indo muito bem e começamos a nos organizar para que as aulas on-line fossem cada vez mais aprimoradas. Pensávamos no tempo de cada vídeo, na oração, motivação, fixação e fomos caminhando desta forma. Mas na verdade pensávamos muito em como estávamos entrando nas casas e interferindo na rotina familiar destas crianças. Afinal, o celular é da mãe, do pai ou de alguém mais velho, não é mesmo? Por esta razão, sempre enviamos as aulas no horário da evangelização, não mandamos mensagens A TODA HORA ou tratamos de outros assuntos para que exista o momento “EVANGELIZAÇÃO INFANTIL NO LAR”.

Nada de voltar à normalidade, decidimos fazer uma breve pesquisa para saber como nossas aulas estão chegando, do que as crianças gostam mais ou gostam menos, em qual horário preferem assistir, se gostam quando tem atividade para retornar. E estamos nos adaptando, ou melhor, nos adequando a cada dia.

Refletindo sobre este trabalho, lembrando-me de quando era presencial, chego à conclusão de que “evangelizar” é sempre uma surpresa para o tio da sala. Sim, uma caixinha de surpresas onde a cada encontro, seja ele presencial ou virtual, temos uma novidade. E como é importante o evangelizador estar preparado para elas!

No presencial nem sempre as aulas davam certo, mas estávamos sempre lá, tentando e nos esforçando para melhorar.

Nas aulas on-line, a mesma coisa, não é sempre que temos retornos. Existem evangelizadores que podem dizer: “desanima, a gente faz as aulas e eles nem respondem…” Mas existem também aqueles que sabem, conhecem e vivem o verdadeiro propósito da Evangelização Infantil, que acreditam na força e potência de transformação deste trabalho. Fazem-no, não esmorecem, confiam, seguem e ponto final.

Falando em seguir, hoje sigo evangelizando, não envio minhas aulas apenas às crianças da evangelização da casa espírita que frequento, tenho encaminhado as aulas para todas as famílias que conheço. Isto é muito bacana porque as pessoas percebem o quanto ESTE TRABALHO É IMPORTANTE.

Percebi que posso levar a Evangelização Infantil aonde eu quiser, não tem fronteira, não existem barreiras, a tecnologia me possibilita isto. Tenho a saudade, com muito amor, da minha amiga Neide, que desencarnou recentemente. Para minha felicidade, pude tê-la como parceira de sala nesta encarnação. Ela me deixou a mais viva certeza de que é mágico evangelizar, pois um dia você se vê sem ter por onde começar, no outro a espiritualidade lhe envia pessoas para te confortar e seguir com você nesta tarefa, mesmo à distância, te ajudando a preparar as aulas, te motivando, topando fazer coisas que talvez não deem muito certo, mas acreditando sempre que este trabalho tão lindo e verdadeiro chega, sim, nos corações das crianças. Hoje não há fronteiras, não há distância nem barreiras, podemos nos unir de onde estivermos para evangelizar e firmar o nosso compromisso, na certeza de que nunca estamos sozinhos.

 

Maria Eliana Vieira

CEAE Vila Nhocuné

Regional SP Leste

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