{"id":14258,"date":"2022-02-11T18:20:49","date_gmt":"2022-02-11T21:20:49","guid":{"rendered":"https:\/\/alianca.org.br\/?p=14258"},"modified":"2022-02-11T18:20:49","modified_gmt":"2022-02-11T21:20:49","slug":"como-dar-a-outra-face-nos-dias-atuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alianca.org.br\/site\/2022\/02\/11\/como-dar-a-outra-face-nos-dias-atuais\/","title":{"rendered":"Como dar a outra face nos dias atuais?"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">Como dar a outra face nos dias atuais?<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/alianca.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/cat-g14e18085d_1920.png\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-14260 alignright lazyload\" data-src=\"https:\/\/alianca.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/cat-g14e18085d_1920.png\" alt=\"\" width=\"109\" height=\"109\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 109px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 109\/109;\" \/><\/a>Em Mateus, V: 38-42, lemos a seguinte passagem: \u201c&#8230;mas se algu\u00e9m vos bater na face direita, apresentai-lhe tamb\u00e9m a outra&#8230;\u201d.\u00a0 Jesus nos ensina a dar a outra face, mas como ensinar isso \u00e0s crian\u00e7as sem que elas sofram? Digo isso porque me espantei com o grande n\u00famero de relatos sobre bullying sofrido pelas crian\u00e7as com quem convivo.<\/p>\n<p>Por estarmos mais pr\u00f3ximos das crian\u00e7as nessa pandemia, as conversas s\u00e3o mais soltas e algumas se abrem, fazendo relatos tristes e preocupantes. Ouvindo um desses relatos pensei: como falar para essas crian\u00e7as que elas precisam dar a outra face?<\/p>\n<p>Fazendo uma busca na internet, encontrei um texto de Joanna de \u00c2ngelis\u00b9 que diz:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cOferecer a outra face \u00e9 mais do que expor o lado contr\u00e1rio, a fim de sofrer nova investida da perversidade. Trata-se da face moral, nobre, que se encontra oculta, aquela rica de sentimentos elevados que distingue uma de outra criatura\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ainda complexo para explicar \u00e0 uma crian\u00e7a&#8230;. Ent\u00e3o fui ao Evangelho Segundo o Espiritismo e vi que, no cap\u00edtulo XII, Kardec reflete sobre a passagem de Mateus nos escrevendo que Jesus n\u00e3o proibiu a defesa, mas condenou a vingan\u00e7a. A\u00ed me deparei com outra pergunta: mas como distinguir para uma crian\u00e7a a defesa da vingan\u00e7a?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/alianca.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/hand-g8b911fa34_1920.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-14262 aligncenter lazyload\" data-src=\"https:\/\/alianca.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/hand-g8b911fa34_1920.jpg\" alt=\"\" width=\"206\" height=\"137\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 206px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 206\/137;\" \/><\/a><\/p>\n<p>Foi a\u00ed que pensei: por que as crian\u00e7as cometem o bullying? Primeiro pensei que era o diferente que provocava essa rea\u00e7\u00e3o nas crian\u00e7as. Tudo o que fosse diferente delas seria de algum modo afastado, neste caso promovendo o bullying. Mas, se fosse assim, as crian\u00e7as n\u00e3o fariam amizades entre si t\u00e3o f\u00e1cil e rapidamente quando est\u00e3o num mesmo espa\u00e7o e sem adultos por perto.<\/p>\n<p>Tentando pensar com minha cabe\u00e7a de hoje de quem busca fazer a reforma \u00edntima, vejo que as crian\u00e7as t\u00eam medo\/n\u00e3o gostam\/n\u00e3o aceitam tudo o que \u00e9 diferente do \u201cnormal\u201d para elas. Percebo que a constru\u00e7\u00e3o desse normal \u00e9 que pode ter ocorrido (ou ainda estar ocorrendo) de algum jeito equivocado em suas cabecinhas. Se a sociedades, principalmente o c\u00edrculo pr\u00f3ximo \u00e0 crian\u00e7a, imp\u00f5e alguns \u201cnormais\u201d, as crian\u00e7as os acatam como verdade.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/alianca.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/background-g772355134_1920.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-14259 lazyload\" data-src=\"https:\/\/alianca.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/background-g772355134_1920.jpg\" alt=\"\" width=\"234\" height=\"156\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 234px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 234\/156;\" \/><\/a><\/p>\n<p>Penso que as crian\u00e7as s\u00e3o como uma tela em branco, onde predomina a pureza de pensamentos e sentimentos, esperando que n\u00f3s adultos as preenchamos com nossas tintas de amor, conhecimento, educa\u00e7\u00e3o, f\u00e9, respeito&#8230; Se, ao inv\u00e9s de utilizarmos essas tintas boas para preench\u00ea-las com ensinamentos sobre igualdade e fraternidade, utilizarmos as tintas erradas para impor padr\u00f5es de ra\u00e7a, est\u00e9tica, condi\u00e7\u00e3o social, etc&#8230; elas tomar\u00e3o isso como o \u201cnormal\u201d e recha\u00e7ar\u00e3o o resto, descriminando quem for diferente disso.<\/p>\n<p>Pensando como a crian\u00e7a que fui, que sofreu bullying por ser gordinha e baixinha, o que me faria (naquela \u00e9poca) n\u00e3o bater nessas crian\u00e7as que me discriminavam como meio de impor respeito (medo, na verdade)? A minha vingan\u00e7a contra elas era a viol\u00eancia, mas e se eu tivesse (se me tivesse sido ensinado?) outra forma de me defender?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/alianca.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/social-media-gc89b5fe63_1920.png\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-14263 lazyload\" data-src=\"https:\/\/alianca.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/social-media-gc89b5fe63_1920.png\" alt=\"\" width=\"251\" height=\"167\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 251px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 251\/167;\" \/><\/a><\/p>\n<p>Voltando a pergunta inicial, chego \u00e0 conclus\u00e3o de que, como evangelizadores que somos, temos o dever de ensinar as nossas crian\u00e7as que n\u00e3o se devolve viol\u00eancia com viol\u00eancia. Precisamos mostrar a elas que nem todas as crian\u00e7as entenderam ainda que n\u00e3o importa se somos gordinhos ou baixinhos, usamos \u00f3culos ou aparelhos nos dentes, ou temos a cor da pele diferente, porque, no final, somos todos iguais. Precisamos orient\u00e1-las a ter empatia por essas crian\u00e7as e despertar dentro delas a vontade de ensin\u00e1-las sobre a igualdade e a fraternidade, t\u00e3o natural para elas quando ainda n\u00e3o as sujamos com nossas tintas feias!<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/alianca.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/face-g763bb2ab4_1920-e1644610320278.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-14261 lazyload\" data-src=\"https:\/\/alianca.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/face-g763bb2ab4_1920-e1644610320278.jpg\" alt=\"\" width=\"241\" height=\"125\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 241px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 241\/125;\" \/><\/a><\/p>\n<p>Essa deve ser a defesa delas, a sementinha do Evangelho que plantamos em seus cora\u00e7\u00f5es deve ser o \u201cdar a outra face\u201d. E, pensando assim, agora a frase da Joanna de \u00c2ngelis faz mais sentido&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Adriana Tarone<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Grupo Esp\u00edrita Aprendizes do Evangelho \u2013 Bar\u00e3o Geraldo<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Regional Campinas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00b9A outra face &#8211; Joanna de \u00c2ngelis. <\/strong>Psicografia do m\u00e9dium Divaldo P. Franco, na reuni\u00e3o medi\u00fanica do Centro Esp\u00edrita Caminho da Reden\u00e7\u00e3o, na noite de 15 de abril de 2009, em Salvador, Bahia.<\/p>\n<p>Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo458\/\">https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo458\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como dar a outra face nos dias atuais? &nbsp; Em Mateus, V: 38-42, lemos a seguinte passagem: \u201c&#8230;mas se algu\u00e9m vos bater na face direita, apresentai-lhe tamb\u00e9m a outra&#8230;\u201d.\u00a0 Jesus nos ensina a dar a outra face, mas como ensinar isso \u00e0s crian\u00e7as sem que elas sofram? 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