{"id":29423,"date":"2025-08-01T23:33:15","date_gmt":"2025-08-02T02:33:15","guid":{"rendered":"https:\/\/alianca.org.br\/site\/?p=29423"},"modified":"2025-08-01T23:33:17","modified_gmt":"2025-08-02T02:33:17","slug":"o-doente-nao-e-a-doenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alianca.org.br\/site\/2025\/08\/01\/o-doente-nao-e-a-doenca\/","title":{"rendered":"O doente n\u00e3o \u00e9 a doen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">O doente n\u00e3o \u00e9 a doen\u00e7a<\/h2>\n<p>\u201cNa educa\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito est\u00e1 o senso da vida, est\u00e1 a solu\u00e7\u00e3o de todos os seus problemas.\u201d<\/p>\n<p>Esta frase sintetiza um dos 135 textos de Vin\u00edcius (Pedro Camargo) no livro <em>Em torno do Mestre<\/em><sup>1<\/sup> e expressa um importante princ\u00edpio para nortear nosso trabalho na Evangeliza\u00e7\u00e3o Infantil. Muitos dos temas tratados podem ser utilizados em aulas na Escola de Pais.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/alianca.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/O-doente-nao-e-a-doenca_1.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-29426 aligncenter\" src=\"https:\/\/alianca.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/O-doente-nao-e-a-doenca_1-212x300.jpg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/alianca.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/O-doente-nao-e-a-doenca_1-212x300.jpg 212w, https:\/\/alianca.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/O-doente-nao-e-a-doenca_1-282x400.jpg 282w, https:\/\/alianca.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/O-doente-nao-e-a-doenca_1.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Como proposta, usaremos o texto \u201cO criminoso e o crime\u201d em que o autor nos alerta para os erros no combate ao mal, quando se confunde este com quem o pratica.<\/p>\n<p>Para motiva\u00e7\u00e3o inicial, mostramos uma imagem que retrate uma crian\u00e7a praticando uma m\u00e1 a\u00e7\u00e3o, como por exemplo: maltratando um animal, xingando, destruindo uma planta, quebrando um brinquedo etc.<\/p>\n<p>No desenvolvimento da aula come\u00e7amos perguntando aos participantes quais comportamentos das crian\u00e7as eles mais reprovam ou que os incomodam. Pode ser que os participantes citem mentiras, bagun\u00e7a, desobedi\u00eancia. A partir da\u00ed dialogamos sobre a origem da pr\u00e1tica do mal, enfatizando que adv\u00e9m principalmente da ignor\u00e2ncia e que o natural \u00e9 o bem. Em seguida questionamos o que precisa ser feito para mudar. \u00c9 importante lembrar que a educa\u00e7\u00e3o se d\u00e1 por a\u00e7\u00f5es e n\u00e3o apenas por explica\u00e7\u00f5es, por instru\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Cuidamos sempre para ouvir atentamente as respostas, evitando aconselhar ou se aconselharem uns aos outros.<\/p>\n<p>Para aprofundar o debate, podemos reproduzir os trechos a seguir, ler ou pedir que algum participante leia. Solicitamos coment\u00e1rios, se concordam ou discordam e por qu\u00ea. Dependendo do trecho, pode ser preciso verificar se o sentido das palavras est\u00e1 sendo compreendido.<\/p>\n<p>A \u2013 (&#8230;) o crime n\u00e3o \u00e9 o criminoso, o v\u00edcio n\u00e3o \u00e9 o viciado, o pecado n\u00e3o \u00e9 o pecador, do mesmo modo e pelo mesmo crit\u00e9rio que o doente n\u00e3o \u00e9 a doen\u00e7a.\u201d(&#8230;) \u201cA medicina jamais pensou na elimina\u00e7\u00e3o dos enfermos; toda sua preocupa\u00e7\u00e3o est\u00e1 em curar as doen\u00e7as. Pois o processo dever ser o mesmo em se tratando dos dist\u00farbios que afetam o moral dos indiv\u00edduos.\u201d<\/p>\n<p>O di\u00e1logo \u00e9 no sentido da compara\u00e7\u00e3o entre crime e doen\u00e7a. Assim como combate-se a doen\u00e7a e n\u00e3o a pessoa doente, deve-se combater os erros das crian\u00e7as e n\u00e3o as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>B \u2013 \u201cO bem, tal como a sa\u00fade, \u00e9 o estado natural, \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o visceralmente inerente ao esp\u00edrito.\u201d<\/p>\n<p>Observamos que as pessoas s\u00e3o naturalmente boas e as m\u00e1s a\u00e7\u00f5es s\u00e3o desequil\u00edbrios.<\/p>\n<p>C \u2013 \u201cToda puni\u00e7\u00e3o imposta de fora, como revide social, \u00e9 contraproducente, conforme os fatos, em sua irretorqu\u00edvel express\u00e3o, t\u00eam comprovado mil vezes.\u201d<\/p>\n<p>Constatamos que punir de fora n\u00e3o resolve, se a pessoa n\u00e3o muda por dentro, intimamente. Apenas n\u00e3o pratica o mal enquanto estiver sob controle, sob observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>D \u2013 \u201c\u00c9 muito f\u00e1cil encarcerar ou eletrocutar um criminoso. Educ\u00e1-lo \u00e9 mais dif\u00edcil, mais trabalhoso, demanda esfor\u00e7o, tempo, saber e caridade.\u201d<\/p>\n<p>Apesar de ser mais trabalhoso educar do que punir, ressaltamos que esse \u00e9 o caminho. Mas demanda tamb\u00e9m um esfor\u00e7o nosso, no sentido de cultivar a caridade. No texto, Vinicius constata que \u201ca benevol\u00eancia, contrastando com a agress\u00e3o, \u00e9 o \u00fanico processo educativo, capaz de corrigir e regenerar o pecador\u201d, citando a frase de Jesus \u201camai os vossos inimigos; fazei bem aos que vos fazem mal\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/alianca.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/O-doente-nao-e-a-doenca_3.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-29424 aligncenter lazyload\" data-src=\"https:\/\/alianca.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/O-doente-nao-e-a-doenca_3-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" data-srcset=\"https:\/\/alianca.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/O-doente-nao-e-a-doenca_3-300x200.jpg 300w, https:\/\/alianca.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/O-doente-nao-e-a-doenca_3-600x400.jpg 600w, https:\/\/alianca.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/O-doente-nao-e-a-doenca_3-768x512.jpg 768w, https:\/\/alianca.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/O-doente-nao-e-a-doenca_3-391x260.jpg 391w, https:\/\/alianca.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/O-doente-nao-e-a-doenca_3.jpg 1280w\" data-sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 300px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 300\/200;\" \/><\/a><\/p>\n<p>E \u2013 \u201cA educa\u00e7\u00e3o vence e previne o mal. O homem educado conhece o senso da vida, age conscienciosamente com crit\u00e9rio, com discernimento: \u00e9 um valor social\u201d.<\/p>\n<p>Neste ponto procuramos demonstrar que quando buscamos educar, ajudamos as crian\u00e7as a enfrentar o mundo, valendo-se de seu pr\u00f3prio discernimento, aprendendo a escolher o bem em detrimento do mal.<\/p>\n<p>Finalizamos a aula com a frase: \u201cEduquem-se a todos, cada um na sua esfera, at\u00e9 que a educa\u00e7\u00e3o se transforme, em cada indiv\u00edduo, numa autoeduca\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, ininterrupta.\u201d<\/p>\n<p>Conclu\u00edmos que estamos sempre num processo educativo, nos melhorando e que ao proporcionarmos a capacidade de autoeduca\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as, estamos contribuindo para aperfei\u00e7oar o mundo, tornando-o uma sociedade do bem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Marcelino T. Vargas<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Equipe de apoio \u00e0 Evangeliza\u00e7\u00e3o Infantil<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancia:<\/p>\n<p><sup>1<\/sup> VIN\u00cdCIUS, <em>Em torno do Mestre. <\/em>9\u00aa ed., 5\u00aa impress\u00e3o, Bras\u00edlia, FEB, 2019.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O doente n\u00e3o \u00e9 a doen\u00e7a \u201cNa educa\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito est\u00e1 o senso da vida, est\u00e1 a solu\u00e7\u00e3o de todos os seus problemas.\u201d Esta frase sintetiza um dos 135 textos de Vin\u00edcius (Pedro Camargo) no livro Em torno do Mestre1 e expressa um importante princ\u00edpio para nortear nosso trabalho na Evangeliza\u00e7\u00e3o Infantil. 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