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O Trevo – janeiro/fevereiro de 2020

FALANDO AO CORAÇÃO

Índice

Editorial – Coração
Conselho Editorial – Novidades no Trevo. Eba!
FDJ – O Plano Espiritual e nós, os encarnados
Mediunidade – Falando ao Coração e Mediunidade
Mocidade – Semana da Juventude Espírita
Capa – Origem e constituição do Falando ao Coração
Capa – Nosso desafio
Capa – O sentimento é a maior conquista evolutiva do espírito
Mídia – Oportunidade de um novo olhar
Coluna Evangelho – Nossa contínua busca de sentido
Página dos Aprendizes
Notas

Coração

É muito interessante a origem da palavra “coração”. Parece que, a partir da língua-raiz indo-ariana, a palavra kered, resultou em kardia (grego) e cordis (latim).

Concordar é manter corações unidos. Discordar é afastar corações. Recordar é trazer de novo ao coração.

Percebe-se que os significados comportamentais dessa palavra são mais variados que aquele que corresponde ao órgão biológico que bombeia sangue. E é bom que assim seja, pois o coração para de bater no final da vida, mas a alma não para de sentir.

O programa Falando ao Coração surgiu como uma proposta para aproximar servidores e discípulos, com a intenção de mantê-los fortalecidos, através do apoio mútuo.

Recursos para isto já são exercitados na Escola de Aprendizes do Evangelho. Mas, com a elaboração desse programa, a nossa Fraternidade inteligentemente se uniu para demonstrar aos Discípulos de Jesus que, nos extenuantes desafios da construção do bem, podemos nos ajudar através da palavra amiga, do ouvido atento e do olhar compassivo.

Assim, os corações que se sentem oprimidos no desempenho dos trabalhos mais difíceis podem receber energias para continuar a inadiável tarefa de semear luz.

Nos encontros, a força surge como mágica espiritual. Lembrando o conhecido escritor de ficção científica Arthur Clarke: “Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da mágica!” Para nós, que ainda conhecemos muito pouco dos princípios do mundo interior, o mundo da alma, das forças do Espírito, meia hora de escuta fraterna é uma tecnologia que ainda não dominamos.

Não sabemos como e porque um encontro de corações pode modificar o panorama de emoções, sentimentos, reflexões, pensamentos, palavras e atitudes que compõe o nosso viver. Ainda estamos na idade da pedra nesse campo, e a técnica dos encontros do programa Falando ao Coração para nós ainda parece magia.

A investigação do mundo interno não é tarefa exclusiva das ciências psicológicas. Elas trazem réguas, lanternas e lentes para estudar o íntimo do “eu”. Porém, é preciso aliar a energia do campo emocional, a prática dos exercícios de relacionamento e comportamento com a disciplina da auto-observação constante, para que possamos formular as leis da vida interior do ser.

Mas chega de poesia. Os encontros do programa Falando ao Coração são muito práticos. São uma combinação de descoberta de si mesmo através da escuta atenciosa do outro. Experiência inestimável.

E, para completar, não custa lembrar que o nome do programa foi inspirado em um livro de grande profundidade espiritual, Falando ao Coração, de Edgard Armond. Gostaríamos de encerrar nossos comentários reproduzindo um trecho do livro.

“O importante é cuidarmos de nosso aperfeiçoamento espiritual constante, da purificação de nossos sentimentos e pensamentos, com base no amor aos semelhantes, porque o amor é a força primeira, a mais poderosa e fundamental, a mais positiva e fecunda, porque é a base da própria Criação Divina. Dentro dessa lei seremos fortes, estáveis, não daremos passos em falso e construiremos com segurança nosso futuro espiritual, apressando desde já a nossa evolução, rumo aos mundos angélicos.”

O Diretor-Geral da Aliança

Novidades no Trevo. Eba!

Na tentativa de continuamente aprimorar o que fazemos e de acompanhar as mudanças da sociedade e do próprio movimento, apresentamos novidades para esse ano. Acreditamos que uma edição menor, além de mais prática, pode trazer conteúdos mais objetivos e temas com melhor curadoria.

Também estamos com seções novas. Histórias inspiradoras é a tentativa de olharmos mais os exemplos que temos em nosso próprio movimento, pessoas cuja história nos inspira a ter força de vontade e a renovar nosso compromisso com a causa que abraçamos. Traz essa sensação de que estamos todos na mesma jornada, de autoconhecimento e superação.

Tema transversal é a aba do Conselho editorial do Trevo, um pequeno espaço que pleiteamos para podermos conversar diretamente com os leitores sobre assuntos que são relevantes para a revista (e com sorte para o movimento). Esse ano nosso tema transversal é pautado na palavra Fraternidade(s) e ao longo do ano falaremos um pouco sobre isso.

Também teremos a aba Eventos. Queremos cobrir os eventos da Aliança e das regionais aqui em O Trevo e contamos com voluntários para isso. Você! Você que gosta de fotografar e frequenta os eventos da sua casa e da sua Regional, nos envie um resumo do momento, da proposta, do clima e o que foi atingido.

Também pensando em articular notícias e boas práticas é que teremos a aba Coordenadores. A cada edição um grupo de coordenadores terá espaço para escrever sobre sua regional (boas práticas, novidades, eventos e fotos ou um texto inspirador para mais um ano de trabalho e conquistas. Sabemos que vocês serão criativos!).

Outra mudança arrojada que celebramos é a mudança do layout da revista. Queremos saber a opinião de vocês sobre isso. Comentem em vossas Casas Espíritas com aquela pessoa que você sabe que costuma vir na Secretaria e pode trazer seu comentário, ou ainda mande-nos um e-mail com sua opinião. Queremos mais contato com quem nos lê. Lembrando que o nosso e-mail é [email protected]

Por falar nisso, esse ano queremos a sua colaboração, sua opinião e se você escreve bem ou fotografa bem ou desenha bem ou tem vontade de ser colaborador de O Trevo, fale com a nossa equipe e venha participar de uma reunião.

O Conselho Editorial já escolheu os temas do ano todo e lista a seguir: em março/abril falaremos sobre Sustentabilidade, que planeta queremos entregar aos filhos? Em maio/junho, o tema será Erro Imperdoável, será que ele existe? Julho/agosto será a edição da Crise Migratória, que acontece desde que o mundo é mundo. Setembro/outubro falaremos da doutrina que trata do destino final do homem e do mundo. E para fechar o ano, em novembro/dezembro será a vez das Fraternidades.

E por último, temos um pedido: se você conhece alguém que dá uma excelente aula, que estuda, que está comprometido com a própria e contínua mudança, pergunta para essa pessoa se ela não gostaria de nos enviar um texto espontâneo. Sim! Um texto sobre um tema relacionado à EAE e que traria a todos uma oportunidade de reflexão. Existem várias formas de sermos fraternos, devemos escolher a que mais nos afinizamos e debruçar sobre ela. Esse ano, essa é nossa meta.

Primeira reunião de 2020 do Conselho Editorial de O Trevo e a diretoria da AEE

Conselho Editorial de O Trevo

O Plano Espiritual e nós, os encarnados

Ao final de 2019, tivemos mais uma rodada de intensa interação com o plano espiritual em verificações sobre o projeto, que já completa quase quatro anos e cujo objetivo é a melhoria e progresso de nossa EAE e a vivência em FDJ.

Enviamos para diversas regionais, a solicitação de verificação dos materiais produzidos, definições executadas e processos definidos até o momento com as seguintes questões:

Os objetivos definidos estão corretos e com o foco adequado?
Os materiais a serem entregues estão dentro do necessário ao bom andamento do projeto e para o movimento em Aliança?
Há alguma recomendação específica para retificar ou ratificar o trabalho feito até o momento?
Há alguma recomendação quanto à forma de trabalho e comunicação pretendida?

O foco principal era o material sobre o Curso Básico, a organização da equipe e processo de comunicação com a AEE, que inclui constantes reuniões não apenas com o CGI, mas também com todo e qualquer membro da AEE. As respostas que obtivemos foram muito animadoras, nos deixaram confiantes e motivados para darmos continuidade ao processo, com algumas correções de procedimentos e visões.

No geral, tivemos o retorno sobre a correção dos objetivos do projeto, sempre nos alertando para que mantenhamos a simplicidade e com ouvidos atentos às contribuições de todos, não perdendo a essência de evangelização da EAE. Devemos cuidar da atualização da linguagem e da comunicação com novos públicos e audiências com um olhar para o futuro. É preciso manter a harmonia, disciplina e bom senso.

Também fomos alertados de que este é um trabalho eminentemente espiritual e de que sempre devemos estar atentos uns aos outros e não desprezarmos nenhuma opinião, mesmo aquelas que, aparentemente, sejam contrárias ao nosso foco. Mas, principalmente, as verificações nos alertaram sobre a sempre importante necessidade de reforçar constantemente a nossa ligação com o Alto, a união do grupo e os cuidados com o personalismo e opiniões pessoais.

Foi-nos solicitado ainda muita atenção ao processo de comunicação e compartilhamento das informações, mantendo o maior número de pessoas em AEE a par do desenvolvimento do trabalho e como potenciais colaboradores.

Orientaram-nos quanto ao caráter aberto e acolhedor que o grupo deve sempre perseguir, nos preocupando em ouvir e compartilhar. Foi recomendado muito diálogo e amor entre os componentes da equipe, pois estamos todos muito amparados.

Confirmaram-nos também a necessidade de paciência e respeito ao tempo. Não há pressa, mas o trabalho, na espiritualidade, já está feito e devemos, acima de tudo, nos sintonizar e iluminar para que o melhor seja produzido.

A espiritualidade nos apontou caminhos de reforço em mensagens fortes e perenes como as contidas em livros já conhecidos como as obras básicas e a coletânea Harpas Eternas, mas nos indica que precisamos atualizar a linguagem e meios de comunicação com todos os envolvidos com o processo de EAE, dirigentes, expositores, alunos e trabalhadores. Que precisamos olhar para a transformação do planeta como parte intrínseca de nossa convivência. Que devemos cuidar com muito carinho do processo de formação destes trabalhadores para que o amor e a vivência evangélica existam além das formas e conteúdo.

E por isso que o outro foco do projeto diz respeito ao treinamento de todos os voluntários que fazem acontecer as Escolas de Aprendizes do Evangelho, que estão a frente no dia a dia do nosso movimento, bem como com as expectativas para além das paredes das casas espíritas.

Realizaremos um grande encontro de expositores e dirigentes, que ocorrerá nos dias 16 e 17 de maio de 2020, no Espaço Prisma em Guarulhos (SP). O tema deste encontro será “Relembrando o Caminho” e tem como objetivo uma melhor compreensão do Curso Básico e do caráter iniciático da escola: atividades, implantação das ferramentas e as passagens de graus.

Nossa expectativa é reunir um enorme contingente de trabalhadores das escolas, e para que isso possa efetivamente acontecer só é preciso que nos perguntemos: “este caminho percorrido na escola de aprendizes fez diferença em nossas vidas?”.

Se sim, você é nosso convidado especial.

Juntos relembraremos a nossa caminhada na EAE para aprimorar ainda mais o nosso trabalho hoje e no futuro.
Como sempre, convocamos a todos os trabalhadores de boa vontade que participem de nossa equipe. O trabalho, todavia, exige dedicação e participação ativa, pois temos reuniões quinzenais e muita atividade de desenvolvimento de conteúdos e estudo que demandam grande empenho, dedicação e tempo. Para mais informações sobre nossos calendários de reuniões, colaborações e outras dúvidas, por favor, entrem em contato pelo e-mail [email protected].

Cida Vasconcelos é Equipe Projeto EAE-FDJ do CE Alvorecer Cristão e Sociedade Espírita Renovar/Regional São Paulo Centro

Falando ao Coração e Mediunidade

Temos falado muito sobre foco, usando tal termo como exemplo de lucidez e clareza quanto à visão de nossos objetivos, com estabelecimento de metas e formas planejadas de mantê-las.

Foco implica perseverança, mas não é apenas esforçar-se até que o objetivo seja atingido. É buscar atingir o que se pretende sem prejudicar os demais setores da vida.

Quando o assunto é sentimento, esbanjamos frases sobre expor, trocar, vivenciar e compartilhar, como se soubéssemos sobre o que estamos falando.

É verdade que a jornada iniciática pela EAE e pelo Curso de Médiuns nos aponta o caminho e nos municia de ferramental para a consecução dos propósitos elevados da existência. Porém, ainda assim, estamos embaralhados e presos a um labirinto de impressões (reino mineral), sensações (reino vegetal) e emoções (reino animal).

Como SENTIR o que sabemos? Como ter foco em despertar no outro o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo se ainda temos dificuldades em “entender” o que se passa em nosso interior? Isto não se faz sozinho e a golpes de vontade. São necessários “recursos e espaços” que tornem possível manter a CHAMA DO IDEAL e o foco.

Para tanto se cria em nossos grupos o ambiente propício, dentro dos Encontros de Discípulos no programa do Falando Ao Coração. Lembramos que, promovidos ao grau de servidor, somos encaminhados ao Curso de Médiuns quando, nos exercícios das “Cinco Fases”, tal curso se transforma em autêntico trabalho de autorrealização.

Podemos estabelecer um paralelo entre essas cinco fases do CM e a divisão dos temas nos referidos Encontros:

  1. Primeira fase (Percepção) e temas para o ser espiritual e nosso mundo íntimo. Nessa fase aplicamo-nos na percepção da própria sensibilidade, quando os espíritos “tocam” nossos pontos sensíveis, levando-nos a nos concentrar no que está acontecendo dentro de nós. Os temas dos encontros, de início, incentivam-nos a “perceber” o EU (eu e o autoamor, a renúncia, o egoísmo, o preconceito e outros).
  2. Segunda fase (Aproximação) e temas para o entendimento de meu papel e relacionamento com a família. Aqui dedicamo-nos a identificar a “aproximação”, pois ininterruptamente se chegam a nós encarnados e desencarnados das mais diferentes faixas vibratórias. Quais espíritos desejamos que estejam mais próximos de nós? Os temas, nessa parte do foco de interesse, nos levam a entender a necessidade de nos “aproximarmos” mais e melhor dos familiares, pois são os próximos mais próximos.
  3. Terceira fase (Contato) e temas para compreensão de nosso papel e relacionamentos no meio social. Nesse ponto do CM, visamos adquirir maior autocontrole mediúnico, e para isto os espíritos estabelecem contato mais intenso. Já os temas nos fazem refletir sobre nossas posturas e atitudes nos vários ambientes em que somos chamados a evoluir, dentro do princípio de que a Seara de Jesus é o mundo.
  4. Quarta fase (Envolvimento) e temas em que refletimos nosso papel e relacionamentos na causa e na casa. Nessa fase somos levados a perceber o grau de envolvimento para deixar bem claro qual nossa mediunidade e as tarefas que temos que realizar para não truncar o desenvolvimento. Quanto aos temas, nos fazem meditar sobre qual nosso papel como médiuns, dirigentes e evangelizadores.
  5. Quinta fase (manifestação) e as dinâmicas na aplicação dos temas pré-elaborados. Aqui, conforme nosso estado físico e moral, recebemos e transmitimos a mensagem, esclarecendo, informando e educando. Na dinâmica de aplicação dos temas se busca não apenas a expressão do pensamento, mas também vencer a dificuldade em expressar o que sentimos. Na “troca de ideias e impressões” (o que penso) e nos momentos de “troca de vivência” (como tenho vivido), nos manifestamos de modo mais amplo e sincero, em verdadeiro circuito de comunicação com nosso interior.

Que possamos criar e participar dos encontros de discípulos da Plataforma de Promoção da FDJ, propiciando-nos o verdadeiro sentir e ampliando nossos horizontes.

Equipe Mediunidade

Semana da Juventude Espírita

Quem já sentiu que os jovens da Mocidade poderiam participar mais no Centro Espírita?

Aqueles que conhecem e acompanham as atividades da Mocidade Espírita na Aliança sabem que trabalho não falta entre os jovens. Atualmente, organizamos atividades sociais, encontros espíritas, reciclagens, trabalhos com a família e várias outras iniciativas para complementarmos a Evangelização dos Jovens e também para envolvê-los em algum trabalho com que se identifiquem.

No entanto, apesar dos jovens fazerem tantas atividades entre eles, muitas vezes não percebemos esse trabalho da juventude acontecendo dentro do Centro Espírita, não é? Mesmo sabendo que muitos frequentam a casa desde pequenos e que sabem falar do Evangelho com propriedade, ainda bate uma sensação de que existem poucos jovens nas Escolas de Aprendizes ou mesmo trabalhando na Assistência Espiritual.

Esse problema não é novo na Aliança e muitas tentativas já tinham sido adotadas para tentarmos solucioná-lo, mas com poucas boas soluções. Assim, no início de 2019, entramos em contato com a União das Sociedades Espíritas de São Paulo – USE/SP e nos contaram que eles também enfrentam este problema, mas que já tinham desenvolvido uma proposta para integrar um pouco mais os jovens ao Centro Espírita.

A partir daí surgiu a Semana da Juventude Espírita – SJE, que acontece uma vez ao ano nas casas da USE! Durante esta semana o trabalho de Assistência Espiritual é aberto para que a Mocidade fique responsável pela palestra/preleção, recepção, encaminhamento, livraria e o que mais ela for capaz de abraçar! Normalmente, o tema da preleção é previamente definido em conjunto com a casa, preferencialmente sobre o Evangelho, e os trabalhadores jovens fazem a preleção em dupla para se ajudarem.

Trouxemos a proposta para a Aliança, discutimos entre várias lideranças e pensamos “Por que não fazermos uma SJE como teste e vermos se funciona?”. Funcionou! No ano de 2019 procuramos algumas regionais que topassem fazer esse teste, sem termos um formato fechado. Vale do Paraíba, SP Oeste e SP Norte aceitaram essa missão e conseguiram envolver algumas casas!

Centros como o Grupo Espírita Casa do Caminho (Gecami) da SP Oeste, o Grupo Espírita Francisco de Assis (Gefa) do Vale do Paraíba e Hovsana Krikor da SP Norte compraram a ideia toda e colocaram os dirigentes de Mocidade para fazer preleção e os alunos para as demais atividades de auxílio, teve até música durante as palestras! Outros como o Raios de Sol também da SP Oeste envolveram os dirigentes de Mocidade para aplicar um Falando ao Coração com orientação de pessoas mais experientes!

O resultado foi fantástico! Recebemos ótimos relatos tanto das casas como dos voluntários de Mocidade. Percebemos que foi um excelente estímulo para a participação dos jovens nos outros trabalhos e para que as lideranças mais antigas testem coisas novas e aprendam a confiar nos jovens que estão se desenvolvendo em seus centros.

E o que aconteceu com as casas que fizeram o teste? Todas se comprometeram a repetir a experiência em 2020, afinal, o que é bom precisa ser mantido! Depois deste primeiro teste, saímos com a missão de fazermos pelo menos um Semana da Juventude Espírita em cada Regional! Por isso, se o assunto te interessou, procure a Diretoria do seu Centro e a Coordenação de Mocidade da sua Regional! Nos ajude neste novo projeto!

Luan Moreira é da Equipe de Apoio às Mocidades e do Centro Espírita Casa do Caminho/Regional SP Oeste

Origem e constituição do Falando ao Coração

Corria o ano de 2006 quando várias mensagens do Plano Espiritual foram recebidas em diversas regionais da Aliança e trazidas aos coordenadores regionais da FDJ. Nessas mensagens, a tônica comum era: “Vocês têm diversas iniciativas de aprimoramento das Escolas de Aprendizes do Evangelho e de formação de novos Servidores e Discípulos, isto é positivo e deve continuar mas, pedimos que reflitam: O que têm feito para o apoio e aprimoramento dos que já estão em nossas fileiras?

Cônscios destas advertências de nossos mentores espirituais nos reunimos em dezembro desse mesmo ano para conceber ações. Nas discussões, ficou claro que os programas de encontros, reciclagem e revisão de trabalhadores e trabalhos deixavam uma lacuna que a espiritualidade nos convocava a preencher com algo novo. Elencamos algumas ideias e estabelecemos um projeto e, muito por inspiração, na hora de dar um nome a ele, vimos que uma de nossas companheiras tinha em mãos o livro de Edgard Armond: “Falando ao Coração”, cuja capa, mostrava a figura sugestiva e impactante dos encontros íntimos de Jesus com seus Discípulos. Fomos unânimes em concluir que este seria o nome de nosso projeto piloto de apoio e aprimoramento espiritual dos nossos Iniciandos e Iniciados: “Falando ao Coração”. Deixamos então escrito:

A proposta desta iniciativa é arejar a mente e, principalmente, o coração dos que seguem em nossas fileiras, cheios de boa vontade mas, nem sempre felizes, nem sempre em sintonia com a palavra do Mestre quando nos dizia: “eu vim para que tenhais vida, vida em abundância”.

O primeiro semestre de 2007 foi muito enriquecedor com diversas ideias e mensagens espirituais de estímulo e orientação culminando com a identificação da mensagem e proposta de Bezerra de Menezes: “Atitude de Amor”. Em julho de 2007, já com um programa de 25 temas, tivemos nosso primeiro Curso de facilitadores com a presença de 29 pessoas, 15 casas e 7 regionais. Estabelecendo o início do projeto piloto com muitas tentativas e experimentos que por fim terminaria em 2012 com a promulgação do programa “Falando ao Coração” e sua composição como um dos pilares da plataforma FDJ de aprimoramento do Ser. Deixamos então definido:

FALANDO AO CORAÇÃO

O QUE É: É uma ação permanente em prol do aperfeiçoamento dos membros da FDJ, extensiva a todos os iniciados nas EAE. É também um espaço, uma oficina de trabalho íntimo de vivência e convivência, para encontros patrocinados pelos membros da FDJ.
QUAL É O OBJETIVO: Promover o ideal de fraternidade no coração dos iniciados, esclarecê-los, fortalecê-los, encorajá-los amorosamente para que cumpram seu desiderato em busca da redenção individual e coletiva.
QUAL É A FINALIDADE: Ressignificar, dar sentido, dar alma a renovação interior dentro do momento de vida de cada participante, propiciando o auto amor num regime de trocas de vivências enriquecedoras. “Informados já estamos, falta-nos agora sentir o que já sabemos.” – Ermance Dufuax
Hoje nossas atividades têm como foco principal os exercícios do Falando ao Coração, com 150 temas. Temos também promovido Seminários Específicos, Palestras de Renovação Interior, Cursos e Encontros de Facilitadores e para futuro muitas outras iniciativas que atendam as demandas íntimas do ser humano em regeneração. Do ponto de vista da iniciação espírita, o FC se estrutura para dar continuidade aos princípios e finalidades das EAE.

Paulo Avelino é da Equipe Falando ao Coração

Nosso desafio

“A vitória sobre o maior inimigo do homem, o egoísmo, solicita a renovação dos modelos institucionais e a transformação do Ser com aquisição de novos valores que o capacitem para a batalha interior.”
Ermance Dufaux em “Laços de Afeto”

Pesquisas sérias nas áreas psicológicas e neurológicas apontam para o “analfabetismo emocional da humanidade.”
Estamos na era dos mendigos emocionais. A carência afetiva espalha-se como consequência dos excessos de estímulos da mídia para valores voltados ao prazer efêmero e imediato. Os seres desaprenderam a contemplação do Belo e se mantém desconectados da natureza divina. A prática do bem perde o sentido, bem como a alegria da convivência sincera e pura.

Esquecemos que todos fazemos parte da mesma família; que somos irmãos. E nos distanciamos uns dos outros perdendo o prazer de estarmos juntos. Acolhermos e sermos acolhidos…

Nos distanciamos e nos isolamos. Do outro. De si mesmo. De Deus.

O mal insufla a descrença, o separatismo. E, sem fé, o ser humano se desintegra, se isola. Vive sem ânimo e sem disposição para servir. A descrença impede gestos de afetividade. Esvai-se a gentileza, a amabilidade, a doçura, a indulgência.

Abrem-se espaço para contradições. A rivalidade, a rebeldia, a discordância e a desistência imperam. Perdem-se princípios de trabalho pautados na solidariedade e na tolerância. Com foco nas imperfeições sem “sentir” o outro, passamos a ver apenas o mal de outrem sem destacar-lhes os valores conquistados.

Mas o progresso não para. Com a reformulação do paradigma de sucesso, a evolução da inteligência humana desloca o raciocínio para o coração. As necessidades legítimas dos seres humanos afloram na busca da convivência fraterna.
Os valores e virtudes descritos no Evangelho Segundo o Espiritismo com destaque para o Homem de Bem e suas características nele descritas passam a constituir parâmetro de um homem novo de um novo tempo.

Estamos no século do sentimento. Mentes e corações voltados ao entendimento que o sentimento é a maior conquista evolutiva do espírito e que não há um só sentimento que não tenha importância no processo da renovação interior.

É uma proposta de mudança. Como? Formando trincheiras no bem, seguindo roteiro moral deixado por Jesus. Atitudes que garantem o equilíbrio entre o cérebro, coração e mãos.

Chegamos à conclusão que relacionamentos regados pelo “afeto cristão” fluiriam mais. Inspirados pela generosidade e pelo altruísmo.

Com entendimento e união na busca pela paz, corações dispostos a trabalhar a benevolência, indulgência e o perdão para com os defeitos alheios.

União não significa viver sentimentos que ainda não somos capazes de sentir. Nem permitir quaisquer obstáculos que destruam ou reprimam o Amor que nutrimos por alguém. Nascemos do amor. Fomos criados para amar. Nossa destinação é o Amor. Mas precisamos aprender a amar-nos uns aos outros. Começando por nós.

Esse é o propósito do Programa Falando ao Coração. Acolher ao outro e a si mesmo. Entender o outro e saber o que se é. Receber o outro no coração e senti-lo integrado à família universal.

Sempre atento às necessidades espirituais descritas no Evangelho de Jesus para o progresso e a evolução da humanidade, o “Programa Falando ao Coração” contempla a continuidade dos ensinos da Escola de Aprendizes do Evangelho, como se tem almejado: termos na Aliança uma Escola Continuada, facultando aos Iniciados a contínua expansão de suas habilidades.

Ganha espaço em corações e mentes abertos à proposta de “Educação do Espírito”. Em consonância com a proposta da Unesco onde a aprendizagem é assentada em quatro pontos: aprender a ser, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a conhecer. Uma educação mais humanitária e centrada em valores que direcionem o homem planetário à felicidade e à paz.

Assim pensamos nós, os que se identificam com a programação do Falando ao Coração. Ou seja, poder contribuir para a transformação moral para a melhora da humanidade.

“Nisto todos os reconheceram por ser meus discípulos. Por muito se amarem entre si.”

Essa, a sua proposta. Esse, o nosso desafio.

Maria de Lourdes Gapriotti Nadalin é da Equipe Falando ao Coração

O sentimento é a maior conquista evolutiva do espírito

“O sentimento é a maior conquista evolutiva do espírito. Aprendendo a escutá-lo estaremos entendendo melhor a nossa alma.” (Ermance Dufaux)

Como educar nosso coração no século do sentimento? Onde construir laços de confiança e fraternidade sem prescindir do fio da sensibilidade? Em instantes de fragilidade e prova, em meio a momentos de avassaladoras conturbações, lembramos dos benefícios da tempestade.

Os ventos que sacodem a árvore retiram dela os ramos ressequidos, as folhas adoecidas. Revigoram e a fortalecem para uma nova estação. E quando surgem as flores e os frutos, o observador atento se instrui pelos vendavais que o sacodem, pelos galhos quebrados, pelas folhas caídas no chão.

Novos tempos estão chegando. A primavera é a mesma. As flores e os frutos são sempre novos. Há um tempo para tudo.

Assim se dá com o ciclo evolutivo das nossas vidas. A natureza em permanente mudança nos ensina a perceber e sentir o momento de renovação pelo qual passa a nossa casa planetária.

Há frutos para serem colhidos. Para tal precisam ser semeados no tempo certo, ter cuidados adequados e a espera do amadurecimento para a colheita. Assim é com a paz, almejada pelos humanos aspirantes à espiritualidade. No entendimento da pacificação, o profundo significado da esperança. Quanto mais maduro espiritualmente, mais disposto ao afeto encontra-se o ser.

Foram necessárias muitas vidas sucessivas para termos o entendimento de que somos seres imortais. Que precisamos e ainda precisaremos de tempo de imersão na carne para sair dos grilhões que nos prendem ao egoísmo destruidor. E daí partir para o rompimento dos costumeiros limites ao atravessar dolorosas vivências para chegar ao altruísmo libertador.

Respeitando as raízes fincadas ao solo pelos que nos precederam. Que firmaram as bases do Espiritismo humanitário e cristão. A partir da França com seus filhos. Filósofos, cientistas e religiosos que acreditando que somos todos um permitiu que hoje sorvamos a seiva do Evangelho que mantém a árvore da vida. Pronta para dar frutos.

Após as gerações de espíritas cristãs que nos precederam com bases fraternais, a convivência dos espíritas preparados para o período de maioridade do Espiritismo aponta para a união e entendimento das novas gerações incitando esforços no campo das emoções e do sentimento.

Se aprendermos a direcionar o pensamento e o sentimento para a iluminação espiritual de nós mesmos, após milênios de naufrágios nas águas turbulentas do religiosismo sem amor, perceberemos que além da Escola do Espiritismo que nos ensina a “saber sobre Deus”, aportaremos na Escola do Espírito onde aprenderemos a “sentir Deus”.

É pelas vias sagradas do sentimento que a seiva da árvore da vida percorre nossa Vinha de Luz. E pelo trabalho com o coração na causa é que seremos orientados a aprender a amar convivendo fraternalmente.

Maria de Lourdes Gapriotti Nadalin é da Equipe FDJ/Falando ao Coração

Oportunidade de um novo olhar

Fazer o nosso melhor a cada dia, nos perdoando por aquilo que ainda não damos conta de ser e fazer, e recomeçar quantas vezes se fizerem necessárias são as diretrizes de equilíbrio

O livro Diferenças Não São Defeitos nos fala da verdadeira prática da fraternidade no esforço em compreender e aceitar o “diferente”. Fala da importância do “olhar” exterior e interior e da verdadeira solidariedade.

Nos diversos capítulos com enunciados do Evangelho Segundo o Espiritismo encontramos temas abordando a diferença, que provocam reflexão sobre a importância de nossa natural transformação baseada no evangelho do Cristo.

Me lembrou que o voluntário espírita (eu também) é uma alma em constante esforço de renovação.

“Costumeiramente, alimenta-se a expectativa de encontrar nos adeptos da doutrina somente amigos transformados e santificados na conduta, desenvolvendo campo para a decepção e as noções de superioridade que, por agora, ainda não possuímos. Esse critério, inegavelmente, é desejável como meta existencial, entretanto, retifiquemos as ideias ampliando o entendimento para o outro critério de definição dos bons espíritas: o esforço.” (página 57)

Fala que não há saltos evolutivos e sim um trabalho interior constante e perseverante.

“Desiludamo-nos da ideia venenosa dos saltos evolutivos, que nada mais são que manifestações doentias do perfeccionismo. A convocação para os serviços do bem é um convite para o melhoramento progressivo, e não para a perfeição. Fazer o nosso melhor a cada dia, nos perdoando por aquilo que ainda não damos conta de ser e fazer, e recomeçar quantas vezes se fizerem necessárias são as diretrizes de equilíbrio para o grande e sublime propósito da transformação interior.” (página 58)

Importância da solidariedade diante das diferenças.

“Nesse intercâmbio solidário, as diferenças de experiência, maturidade, entendimento, que alicerçam a formação de segmentos sociais, encontram um campo propício para a aprendizagem, rompendo com a intolerância infrutífera e a exclusão impiedosa. Fraternidade, sentimento. Solidariedade, ação. Se fraternidade é o pulsar do coração no respeito incondicional às diferenças, a solidariedade é o abraço de amor aos diferentes na atitude concreta de amar.” (páginas 84/85)

A riqueza da diversidade nas relações humanas.

“A ética de Jesus é um convite ao amor em plena diversidade. Ser espírita com Jesus é consolidar a atitude fraternal ante as diferenças do outro e celebrar a diversidade como sendo um traço de sua divindade na obra de sua criação, mantendo abundante riqueza de amor no coração. Reconheçamos o valor de cada ser onde e como foi chamado a existir. Isso não significa que tenhamos de concordar com alguma diferença, mas apenas amar e aceitar os diferentes.” (página 222)

No capítulo 17, encontramos uma rica entrevista com Ermance em que ela fala da naturalidade, na pergunta nº 6 ela responde sobre o sentimento que impede nosso progresso e das nossas criações que nos tolhem a liberdade de ser quem somos, vale muito a pena ler e reler este capítulo que provoca a reflexão e nos oportuniza o olhar interior, de nossos sentimentos e comportamentos .

O último capítulo tocou meu coração profundamente, com as observações de dona Maria Modesto Cravo para uma nova turma de tratamento da rigidez no Hospital Esperança no plano espiritual.

Vivemos em um mundo de sentimentos que temos agora a grande oportunidade de trabalhar, cada um de nós fez diferentes escolhas através do nosso livre-arbítrio em cada uma de nossas reencarnações. Somos diferentes e seguimos caminhos diferentes, mas todos temos uma essência naturalmente boa, pois somos filhos de Deus.

O respeito que queremos, o nosso próximo também quer, que possamos trabalhar no caminho da simplicidade, com um olhar iluminado e amoroso para o nosso interior e para o exterior, onde encontramos irmãos que enriquecem nosso viver justamente pela diferença de pensar e agir. Este livro proporciona essa oportunidade de um novo olhar.

Serviço
Diferenças não são defeitos
Autor: Wanderley Oliveira | Ermance Dufaux
Páginas: 288
Editora: Dufaux
Para comprar: https://www.aliancalivraria.com.br/102477-diferencas-nao-sao-defeitos

Fujie Hiraki é do GEAE RAZIN/Regional Litoral Centro

Nossa contínua busca de sentido

Certa feita Chico Xavier referindo-se ao nosso nível de atenção e cuidado para com nosso mundo interno disse: “É uma casa abandonada”

A figura nesta página é um convite para refletirmos sobre nosso mundo interior. Geralmente apreciamos as árvores pelo seu tronco ou pela sua copa, pelos seus galhos ou suas flores e frutos sem nos apercebermos das raízes que são, muitas vezes, mais amplas e vastas do que a planta na superfície.

São elas a fonte de sustentação e nutrição. Firmeza nas intempéries e alimentadoras das folhas, flores e frutos. O que há na superfície pode ser arrasado, subsistindo as raízes, nova brota se estabelece e nova vida exterior se forma para fluir da luz abrigar outras vidas, realizar os frutos.

Edgard Armond em O Guia dos Aprendizes no capítulo intitulado “O Mundo Interno” nos diz: “O mundo interno é que é o nosso mundo. Não vivemos para solucionar os problemas do Universo, porque estes já estão desde sempre solucionados por Deus. Nosso problema é a questão evolutiva, o desenvolvimento do Eu individual. Nada que seja exterior nos dará felicidade, nem resolverá nossa equação espiritual, antes que primeiramente o campo interno tenha sido conquistado, edificado e revelado por nós. A esse esforço glorioso de realizar o amor, criando-o, primeiramente, em nosso coração e depois expandindo-o para fora com o intuito de com ele beneficiar o mundo, é que devemos intensamente nos devotar.”

Ele nos chama atenção para a essência de nossa existência que é realizar o plano divino inscrito em nosso Eu. Por milênios dominados pelas forças evolutivas do inconsciente agora despertamos para as riquezas dos potenciais divinos que trazemos nas raízes de nosso mundo mental, emocional e espiritual. Despertamos para a realidade de que é o nosso mundo íntimo que dá os sentidos e significados às vivências exteriores, realidade tão bem expressa pelas frases: “Dois homens olharam pela mesma janela, um viu lama e o outro viu estrelas”; “há ofensas ou gente que se ofende?”.

Equivocadamente centramos que a felicidade é resultado de ocorrências positivas exteriores, mas, em verdade, somente experimentamos a felicidade quando somos felizes, quando somos invadidos pelas energias de vida que fluem de nosso mundo interno, que nos faz brotar e florescer, mesmo nas intempéries.

Armond nos recorda Jesus em “O reino de Deus está dentro de vós”, “Amai-vos” e “Brilhe vossa Luz”, colocando-nos sim como centros criadores de amor e fontes de luz. Ou seja, no fundo, somos muito mais do que nossos ainda imperfeitos corpos, desejos, pensamentos e emoções. E, portanto, nossa verdadeira identidade deve ser “eu como fonte de amorosidade”.

Certa feita Chico Xavier referindo-se ao nosso nível de atenção e cuidado para com nosso mundo interno disse: “É uma casa abandonada”. Daí extraímos quão intensa deve ser a nossa dedicação e cuidados para com “nosso mundo interior” ou, de fato, para com o que realmente somos.

“Eu vim para que tenhais vida, vida em abundância”, nos diz Jesus, mas, por certo, não pode haver vida plena e abundante em casa abandonada. Cuidemos portanto, dia a dia, hora a hora, minuto a minuto, por todos os meios de nosso mundo interior, certos de que isto trará o sentido maior de nossa existência.

Paulo Avelino é da Equipe Falando Ao Coração

Página dos aprendizes

EAED – Grupo Espírita Fraternidade Cristã
São Paulo/SP
Regional São Paulo Oeste
“A verdade liberta e estimula para a redenção”

O aprendizado da EAED me despertou para uma nova vida de luz e redenção. Vivo com mais ânimo e coragem para enfrentar as dificuldades e a verdade é que posso ser mais feliz com mais amor, simplicidade e auxílio ao próximo.

Josemary BaBrauskas – Dublin Califórnia – Estados Unidos

EAED – Grupo Espírita Fraternidade Cristã
Tremembé/SP
Regional São Paulo Oeste
“Levante o caído. Você ignora onde seus pés tropeçarão”

Jamais tripudiarei alguém por estar em pior situação. Somos todos da mesma matéria e devemos mutuamente nos ajudar. É importante para minha consciência, caráter, educação… tenho a tranquilidade de ter sempre tentado levantar o caído e nunca ter passado por cima dele.

Eduardo Tadeu Martins – EAED

C.E. Abrigo do Caminho
São Paulo/SP
Regional SP Norte
“Deus é fonte do bem; o mal é criação dos homens”

Aprendemos que o bem e o mal estão diretamente relacionados com nosso grau de evolução. Esta verdade nos apresenta e ficamos mais vigilantes. Com a reforma íntima passamos a ter consciência de nossos atos e consequências.

Adriana Figueiredo – 17ª turma

Centro Espírita Discípulos de Jesus
São Caetano do Sul/SP
Regional ABC
“Nas lutas habituais, não exija a educação do companheiro, demonstre a sua”

Muitas vezes vejo os erros e defeitos do outro, aponto e não enxergo os meus. Volto a analisar o assunto e pontuo meus erros. Ainda não consigo perceber todos, mas continuarei trabalhando para não criticar.

Ana Cláudia Paes Vivas – 5ª turma

CEAE Santos
Santos/SP
Regional Litoral Centro
“Para as conquistas de ordem espiritual é bom que não haja nem entusiasmo nem desânimos”

Hoje compreendo o significado do tema. Em meu processo de aprendizado já fiquei eufórico, mas também desanimado. As conquistas e derrotas fazem parte da evolução, ambas ensinam que devemos prosseguir.

Eduardo Francisco Teixeira – 29ª turma

Fraternidade Espírita Nosso Lar
Belo Horizonte/MG
Regional Minas Gerais
“O homem retarda, porém a lei o impulsiona”

Pelas minhas decisões e escolhas estive muito tempo andando em círculos. Porém Deus colocou doenças, pessoas e situações em que tive de parar, pensar e redirecionar o caminho do bem e caridade para conscientização.

Cláudio Eunizio Guedes – 28ª turma

CEAE Patriarca
São Paulo/SP
Regional São Paulo Leste
“Cultivar o silêncio é lutar pela paz interna, vencendo a agitação do mundo”

O silêncio propicia a concentração e posso praticar o autoconhecimento, identificar falhas para correção, perceber pequenos avanços e sentir estímulo para prosseguir. É a construção de um mundo melhor.

Gláucia Calazans – 13ª turma

C.E. Abrigo do Caminho
São Paulo/SP
Regional São Paulo Norte
“Servir com desprendimento, sem visar retribuições do mundo, é viver com sabedoria”

Aprendi que é melhor servir do que ser servido. Julgava que as pessoas tinham obrigação de agradecer minhas boas ações. Hoje, não quero que saibam. A retribuição é minha consciência tranquila de que fiz o melhor.

Elisabete Maia – 17ª turma

CEFRAM – Centro Espírita Fraternidade do Moinho
São Paulo/SP
Regional São Paulo Centro
“Nos caminhos de espiritualização o progresso se dá em milímetros”

Na EAE muito aprendi e por vezes penso que sou muito espiritualizada. Porém, compreendo que o conhecimento deve ser acompanhado pela prática da reforma íntima, que é a base da nossa espiritualização.

Sueli Calijur da Silva – 1ª turma

Notas

ACONTECEU

  • Nos dias 7 e 8 de dezembro ocorreram a Reunião de Coordenadores Regionais e a reunião do
    CGI (Conselho dos Grupos Integrados), ambas na Regional ABC.
  • No dia 15 de dezembro encerrou-se o período de inscrições para a RGA, que irá contar com 1.741
    participantes, em sete polos espalhados pelo Brasil.
  • No dia 4 de dezembro a Aliança Espírita Evangélica completou 46 anos.

VAI ACONTECER

  • As casas da Aliança devem fazer o cadastro 2020 via site até o dia 8 de fevereiro.
  • No dia 8 de fevereiro a Diretoria vai visitar a Regional Pernambuco-Alagoas, na cidade de
    Petrolina (PE). No dia 7 de março será a vez da visita as Regionais São Paulo Centro e São Paulo
    Norte.
  • No dia 14 de março vai acontecer uma reunião entre a Diretoria e todas as equipes de apoio.
  • A próxima reunião do CGI e dos coordenadores regionais será no dia 28 de março. No dia 29 de
    março ocorrerá a AGI (Assembleia de Grupos Integrados). Ambas na São Paulo Leste.
  • Nos dias 23 e 24 de fevereiro irá ocorrer a RGA (Reunião Geral da Aliança) e entre os dias 22 e 25
    de fevereiro irá ocorrer o EGM (Encontro Geral de Mocidades).
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