Bem-aventurados os pacíficos

Bem-aventurados os pacíficos

 

Todos os ensinamentos de Jesus são bem atuais e podem ser estudados em várias áreas de nossa vida. Um bom exemplo são as bem-aventuranças.

Aqui, apresentaremos uma sugestão de como usar o tema bem-aventurados os pacíficos1, para uma aula na Escola de Pais.

A paz no lar é uma construção diária, o que não significa ausência de conflitos, pelo contrário: os conflitos podem representar desafios para aprendizados e ajustes familiares.

A família é o primeiro ambiente onde aprendemos a nos relacionar. É no seio familiar, através das regras de educação, das observações, convivências e aprendendo a respeitar o outro, que estaremos nos preparando para o convívio social.

Observamos que, ultimamente, alguns pais se cobram pela ausência de maior convívio com os filhos, devido aos compromissos assumidos, à correria da vida cotidiana e à rotina do trabalho.

 

 

Muitas vezes, ao chegar em casa, o cansaço, as preocupações, uma resposta ríspida, a falta de diálogo e a desesperança roubam parte de um tempo precioso, que deveria ser dedicado à família.

Este cenário, quando frequente, vai enfraquecendo as relações. Sem nos darmos conta, aos poucos, resulta num distanciamento familiar.

É preciso estar atento à “paz” disfarçada pelo silêncio. O silêncio pode ser um reflexo da mágoa escondida, da dificuldade de diálogo, do abandono de si mesmo e do distanciamento dos conflitos.

 

 

Jesus, ao dizer “Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus”, nos convida à paz verdadeira, que é construída continuamente com pequenas atitudes diárias, principalmente no ambiente familiar.

No lar, em situações de conflito, precisamos ser pacíficos, mantendo a serenidade, a harmonia, diante dos desafios e dificuldades. Às vezes, somos o equilíbrio primordial em nossa casa, que sustenta e apoia.

Outras vezes, precisamos ser os pacificadores. Ser pacificador não significa ficar estático ou silenciar diante das desavenças e conflitos, e sim ser a voz que acalma, o ouvido que escuta, o abraço que acolhe, sempre respeitando o momento e o jeito de cada um.

Paciência – assim diz o Evangelho: Sede pacientes. A paciência é uma virtude desejada por muitos e desenvolvida, diariamente, nas pequenas atitudes com nossos familiares, amores e desamores, especialmente no lar, nossa primeira escola.

A paciência anda de mãos dadas com o pacífico e o pacificador. A paz começa em cada um de nós e se revela nos pequenos detalhes, ao sermos pacientes conosco e com o próximo. Lembrando que somos aprendizes na Seara de Jesus, Espíritos na caminhada, buscando aprender, compreender e perdoar.

Reafirmando, a paz no lar é edificada por cada um de seus membros, com pequenas atitudes diárias. A mudança começa quando cada um compreende que também é responsável pela paz que deseja encontrar em casa.

No lar, a paciência nos ensina a ser pacíficos e o amor nos inspira a ser pacificadores. A realização do Evangelho no Lar é uma importante ferramenta para fortalecer a união familiar, trabalhando as escolhas, a paciência, o respeito e o amor.

 

 

Para reflexão: Que pequena atitude você pode começar a praticar hoje para contribuir com a paz em seu Lar?

 

Silvia Maria dos Santos Amâncio Ribeiro

Centro Espírita Luz do Caminho – CELUCA

Regional Vale do Paraíba

 

Referência:

1 KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo IX — Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos.

 

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