Traga um amigo
Traga um amigo
O homem, ao buscar a sociedade, obedece apenas a um sentimento pessoal ou há também nesse sentimento uma finalidade providencial, de ordem geral?
— O homem deve progredir, mas sozinho não o pode fazer porque não possui todas as faculdades: precisa do contato dos outros homens. No isolamento, ele se embrutece e se estiola¹
O encerramento do ano na Evangelização é sempre um momento muito especial, comemorado com festa, alegria, muitos risos e abraços.
Também é um período que deixa saudade. Muitos são aqueles que continuarão participando da turma; outros, por motivos particulares e familiares, ali estarão nos dando um último abraço.
Amizades criadas, elos formados em um período longo e ao mesmo tempo curto e precioso, durante as aulas de Pré Mocidade e Mocidade.
Durante todo ano, dirigentes, dispostos e comprometidos a levar a evangelização a jovens, estão sempre em busca de recursos e maneiras de aprimorar os ensinamentos, mantendo o conteúdo fiel à doutrina espírita e aos ensinamentos de Jesus, desafiados a manter o conteúdo atrativo aos jovens, sejam iniciantes ou aqueles que já trazem consigo uma bagagem espírita.
Aqui apresentamos uma sugestão de aula para essa turminha, intitulada: Traga um amigo. Atividade que também pode ser adaptada para a Evangelização Infantil, em que, a cada semana, uma turma pode levar um amigo, conforme o número de evangelizandos e a realidade do centro espírita.
Esta aula pode ser realizada ao ar livre, na área externa do centro, num salão ou até mesmo em um parque, finalizada com um belo e saboroso lanche coletivo.
Primeiramente, a proposta é apresentada aos pais e responsáveis, com os objetivos, tema, a ciência da importância de sua participação, e a responsabilidade com o amigo (a) convidado de seu filho (a). Caso o responsável pelo convidado queira participar, será acolhido na Escola de Pais.
O tema proposto foi Amizade, no intuito de levar os jovens a refletirem sobre amizade, sintonias, escuta ativa, livre arbítrio, afeto, apoio, respeito e confiança.
Após o acolhimento e a prece, inicia-se a primeira atividade com a dinâmica: nome, fruta e gesto. Primeiro os participantes formam um círculo, de maneira que cada convidado fique em frente a seu amigo. O dirigente também terá um colega como convidado.
O dirigente começa a dinâmica dizendo seu nome, o nome de uma fruta e fazendo um gesto. A próxima pessoa continua falando seu o nome, uma fruta e fazendo um gesto de sua escolha. E assim por diante. O desafio começa quando chega a vez dos convidados, que dirão seus nomes, mas terão que repetir o nome da fruta e o gesto feito por seu amigo, um divertido e descontraído jogo da memória.
Inicia-se um diálogo com o grupo, incentivando-os a compartilharem como foi a experiência. Houve alguma preocupação? Se têm algum cumprimento ou gesto combinado, após, pedir que cada um compartilhe um pouco sobre o início de sua amizade.
Segunda atividade: iniciar uma exposição dialogada, a partir das perguntas: Como surge a amizade? Por afinidades, laços anteriores? O que significa ser amigo? O que constitui uma verdadeira amizade? A amizade pode enfraquecer com a distância? Qual é o poder da amizade? Quais atitudes devemos ter para conservar a amizade?
Alertar sobre amizades tecnológicas que, apesar dos seus benefícios, têm pontos negativos que são particularmente delicados. A amizade é uma escolha, uma amizade verdadeira não causa desconforto, medo ou intimidação.
Concluir refletindo a partir da frase:
“Um amigo fiel é poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro” ².
Encerramento: formar um círculo e pedir que cada um pense numa palavra ou sentimento que leva desta aula. Fazer a prece de agradecimento e, após o abraço, celebrar a amizade com o lanche coletivo.
Silvia Maria dos Santos Amâncio Ribeiro
Centro Espírita Luz do Caminho – CELUCA
Regional Vale do Paraíba
Referências:
¹Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – questão 768
² Eclesiastes, capítulo 6, versículo 14.




