Pra quem você tira o chapéu?
Pra quem você tira o chapéu?
Autoestima é definida no dicionário como: qualidade de quem se valoriza, se contenta com seu modo de ser e demonstra, consequentemente, confiança em seus atos e julgamentos.
Autoestima é adquirida e desenvolvida desde a infância. Nesse período, a maneira como os pais se relacionam com seus filhos irá contribuir de forma positiva ou negativa no processo. Ao sentir-se valorizada e respeitada, a criança também se sente segura e confiante.

O assunto autoestima abre um leque de possibilidades para serem trabalhadas na Evangelização Infantil e na Escola de Pais, como: perdão, aceitação, autoconhecimento, entre outros.
Podemos iniciar uma aula sobre autoestima instigando com perguntas descontraídas, como por exemplo:
– Se neste momento alguém pedisse para você citar três qualidades suas, quanto tempo você levaria para responder?
– E se a pergunta fosse sobre três defeitos? Seria mais fácil?

Também pode-se utilizar uma dinâmica ou brincadeira, como por exemplo: “Para quem você tira o chapéu?”1, adaptada para as crianças, usando materiais simples como um chapéu e um espelho pequeno, que deve ser colado na parte interna do chapéu.
O evangelizador explica que dentro do chapéu há a foto de uma pessoa da turminha. Aquela que for chamada olha e, sem citar o nome de quem está na imagem, diz se tiraria o chapéu para a pessoa e por quê. Em seguida devolve o chapéu ao evangelizador, que simula colocar outra foto, chamando a próxima para a brincadeira.

As crianças se surpreendem, se emocionam e, após a brincadeira, no momento de conversa, relatam suas surpresas e emoções. É uma grande oportunidade para pensarem sobre si mesmas e fazerem uma análise.
Além disso, vale pontuar neste momento que apesar de sermos diferentes e ainda não sermos perfeitos, todos nós somos obra do Criador, seus filhos amados, cada um com sua particularidade, cheios de talentos a serem descobertos e multiplicados.

Ao falar sobre autoestima estamos seguindo os mandamentos que Jesus nos ensinou:
Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Ou seja, para amar e respeitar nossos semelhantes, precisamos começar por nós e para isto é importante nos conhecermos.
O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do melhoramento individual. É através do autoconhecimento que nos conscientizamos de tudo aquilo que podemos melhorar em nós. A partir do momento em que vamos nos aceitando, percebendo nossas fragilidades, entendendo nossas emoções, sentimentos e limitações, iniciamos nossa jornada. Iniciamos os primeiros passos para nossa transformação.

